No novo Ensino Médio a escola se preocupa com o futuro dos alunos
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No novo Ensino Médio a escola se preocupa com o futuro dos alunos

19/11/2018


No novo Ensino Médio a escola se preocupa com o futuro dos alunos


Em breve, o Ensino Médio passará por uma profunda reformulação no Brasil, promovida pelo Ministério da Educação após ouvir instituições de ensino, gestores de escolas e professores de todo país. Esse processo foi denominado Reforma do Ensino Médio e estabelece um conjunto de novas diretrizes que serão implantadas nas escolas.

Um dos objetivos principais da reforma é tornar o Ensino Médio mais atrativo para os estudantes. Hoje, cerca de 16% dos jovens entre 15 e 17 anos abandonaram as salas de aula. O índice é elevado e uma das razões é a evasão escolar provocada pela falta de interesse pelo conteúdo das aulas.

Essa é uma idade também em que muitos jovens ingressam na criminalidade. Para alterar esta realidade, a reforma proclama que a carga horária do ensino médio passará das atuais 800 horas para 1.400 horas anuais. Hoje, as escolas ofertam 13 disciplinas nos três anos do ensino médio.

Coma reforma haverá a flexibilização do currículo. Assim, uma parte das disciplinas (60%) será cursada por todos. Mas, no meio do curso, o aluno poderá escolher disciplinas que goste mais entre os itinerários: linguagens, ciências humanas ou da natureza, matemática ou Ensino Médio Técnico. As mudanças implicarão, claro, em aumento de custos para as escolas.

Estas terão que realizar ações administrativas, pedagógicas e financeiras para se enquadrar na nova realidade do ensino médio. Os gestores devem agora, estar atentos às normativas da Base Nacional Comum Curricular e decidir quais dos cinco itinerários irá ofertar.

Para escolas do interior, será quase impossível oferecer os cinco itinerários, já que isso acarretaria em um demasiado aumento de custos, prejudicando o orçamento da família dos alunos. De acordo com o MEC, “o ensino médio aproximará ainda mais a escola da realidade dos estudantes à luz das novas demandas profissionais do mercado de trabalho.

E, sobretudo, permitirá que cada um siga o caminho de suas vocações e sonhos, seja para seguir os estudos no nível superior, seja para entrar no mundo do trabalho”. Desta forma, aumenta a importância do apoio que as escolas dão para que os alunos escolham uma profissão a seguir. As instituições particulares mantêm em seus quadros coordenadores pedagógicos, orientadores educacionais e psicólogos. Estes profissionais orientam os alunos na organização dos estudos e na escolha da profissão. As escolas também têm incentivado os alunos a participar de mostras de profissões. Nestes eventos, os jovens têm contato com profissionais e com a realidade enfrentada por eles no mercado de trabalho. É claro que, em casa, os pais também devem estar atentos às dúvidas dos filhos, orientando-os sobre as diversas carreiras existentes. Acreditamos que, com as mudanças no ensino médio, aliadas à escolas e professores bem preparados e pais conscientes e participativos, teremos uma educação de melhor qualidade e estudantes mais bem preparados para o futuro.

JOSÉ CARLOS BARBIERI - Diretor Geral da FCV

Publicado no Caderno Educar no Jornal O Diário do Norte do Paraná


 

 

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