Escravidão contemporânea é tema da abertura do Ciclo de Estudos
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Escravidão contemporânea é tema da abertura do Ciclo de Estudos

22/05/2018


Escravidão contemporânea é tema da abertura do Ciclo de Estudos


Ao falar em escravidão nossa memória, normalmente, nos remete a imagens de grilhões, troncos, navios negreiros. A promulgação da Lei Áurea em 1888 também vem à tona e nos faz pensar que os tempos de escravos acabaram. Mas, se tudo ao nosso redor se modernizou será que a escravidão também não tomou novos contornos?

Carlos Bezerra Jr demonstra que sim, que hoje, em pleno século 21, há condições análogas a escravidão, que há trabalhadores submetidos a condições degradantes, privados de sua liberdade e dignidade. É são essas privações que simbolizam a escravidão contemporânea o que infelizmente é uma realidade no Brasil. “No período colonial, quando os escravos eram permitidos, há registros de que 13 milhões deles tenham sido traficados para o Brasil. Hoje, são 40 milhões de pessoas em regime de trabalho análogo a escravidão, ou seja, atualmente, temos mais escravos que no colonialismo”, ponderou Bezerra Jr que conduziu a palestra: O diabo veste Prada: o trabalho escravo por trás das grandes grifes.

O palestrante tem propriedade para tal afirmação já que preside a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo onde atua como Deputado Estadual e é ainda o autor da lei paulista contra a exploração trabalhista que foi apontada pela Organização das Nações Unidas (ONU) como exemplo mundial no combate à escravidão moderna. Em sua fala ele aborda denúncias vindas de regiões do Nordeste brasileiro, onde trabalhadores rurais são explorados sem direito a remuneração e até mesmo alimentação, mas também destaca o regime de trabalho por trás das confecções de roupas, muitas vezes de grandes grifes, instaladas nas capitais, onde estrangeiros na sua maioria são levados com a promessa de emprego e deparam-se com a privação de liberdade e viram devedores dos seus empregadores que lhes cobram alimentação, moradia e outros custos exorbitantes, causando dívidas impossíveis que serem pagas.

E foi com esse ‘choque de realidade’ que o XIII Ciclo de Estudos da Faculdade Cidade Verde (FCV) foi aberto em cerimônia realizada no Tetro Marista, ontem dia 21, no período matutino e noturno.

Ciclo de Estudos

O evento reúne todos os cursos da instituição e é o maior realizado pela FCV. A programação, que se estende até a sexta-feira, dia 25, conta com palestra, minicursos, apresentação de trabalhos científicos e uma peça teatral. Com o tema: Ciência, Inovação e Tecnologia, o Ciclo justifica-se pela importância das atividades de pesquisa, ensino e extensão na formação acadêmica dos seus alunos.

Segundo o diretor geral da FCV, José Carlos Barbieri, é a participação em iniciativas do tipo que garante a diferenciação profissional tão buscada pelo mercado. “Charles Darwin já dizia sobre a seleção é natural e é assim que funciona o mercado de trabalho, ele seleciona os capacitados. Aqueles que só passam pelos bancos da faculdade são separados daqueles que deixam um legado, que fazem a diferença na vida das pessoas e que buscam o conhecimento”, destacou.

APP da escravidão na moda

Em sua palestra Bezerra Jr citou várias formas de escravidão, diversos segmentos que se aproveitam dela e como boicotá-la. No caso da confecção o boicote é possível ao se conhecer as marcas que trazem o trabalho escravo em suas etiquetas. Ele citou o aplicativo Moda Livre como fonte de consulta, pública e confiável. O app lista diversas marcas e as classifica pelo seu nível de envolvimento com a prática. “Não consumir estas marcas é uma forma de dizer não a escravidão. Vocês têm o poder nas mãos, boicote-as”, incitou o palestrante.

 

Assessoria de Comunicação – FCV


 

 

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